A fadiga do motociclista pode matar!

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Um dos assuntos que me preocupa bastante, quando o assunto é pilotar motocicletas, está relacionado ao cansaço que sinto depois de um período sobre a máquina. Piloto desde os meus 20 anos e confesso que não dava muita bola para esse papo de idade. Fiquei um período de 10 anos longe das motos e claro, como toda cachaça, a vontade de pilotar pegou e lá vamos nós de novo… Só que agora com pouco mais de 40 anos.

Quis voltar aos poucos para o universo motociclístico e adquiri um moto de pequena cilindrada para me readaptar. Fiz um tiro curto, Indaiatuba até Ubatuba (note que Indaiatuba não é praia, fica ao lado de Campinas, certo?). Pouco mais de 300 quilômetros.

Na volta, pequei uma tempestade que mal dava para enxergar a pista em certos trechos. Resultado: um cansaço como nunca havia experimentado antes. Passei uns dois dias com dores no corpo e uma sensação de que tinha apanhado do Anderson Silva. É… o peso de mais 24 anos nas costas estava nítido agora.

Agora, aos 54 anos, me preparo para uma moto maior e viagens mais ousadas, como a que eu e um grupo de amigos – Astrid da Rós, Regina Pupo e Luiz Melges – planejamos para o ano que vem ao Ushuaia, esse assunto me despertou novamente o interesse quando do planejamento da viagem.

Eu sempre imaginei que a fadiga ou cansaço fosse coisa de longas distâncias. Mas não é!

Para quem pilota uma moto o maior problema é aquela sensação de que está cansado, mas que pode ir um pouco mais adiante. É aí que mora o perigo. Um lapso de concentração e, na melhor das hipóteses, o chão chega rápido. Lembre-se: quanto mais cansado estiver, mais difícil será avaliar seu nível de fadiga. Você estará a um giro de falhar e se envolver num acidente.

Sempre buscando informações sobre esse assunto, encontrei em um site australiano de motociclismo um texto muito interessante com recomendações simples para se evitar ou mesmo combater a fadiga do motociclista.

O autor lembra que conduzir uma moto exige muito mais física e mentalmente de quem o faz do que dirigir um automóvel. O que parece óbvio, afinal você está se equilibrando sobre duas rodas e não confortavelmente sentado sobre quatro. Seus conhecimentos sobre física – mesmo que tenha matado as aulas no colégio – estarão constantemente colocando você a prova. E  o mais importante: não há absolutamente nada entre suas pernas, seu tronco e qualquer outro objeto ao seu redor.

O conceito de fadiga do motociclista está associado a uma resposta do organismo humano a exaustão física e mental que é potencializada pela exposição ao calor ou frio, barulhos ou ruídos, ser sacodido por ventos fortes, ou mesmo desidratação. E essa sensação não está relacionada somente a percorrer longas distâncias, como já mencionei e muito menos se desenvolve no percurso. Estar cansado por não ter dormido bem na noite anterior, excesso de trabalho, estressado, ressaca, entre outros fatores, e subir em uma moto, acentua o processo de desgaste físico e mental e se desenvolve a tal fadiga do motociclista que pode resultar em acidentes fatais.

Para que você possa desfrutar de um passeio ou mesmo de uma viagem mais longa em sua moto, com prazer e segurança, essas dicas simples podem fazer a diferença no seu caminho.

  1. Tenha certeza de começar sua jornada bem descansado;
  2. Tome bastante água. Cuidado com a quantidade de café e refrigerantes e principalmente, evite bebidas alcoólicas.
  3. Coma alimentos leves, como frutas, barras de cereais. Uma boa dica é ter â mão uma barra de chocolate.
  4. No inverno não se agasalhe demais para não ficar muito quente. Isso ajuda desidratar.
  5. Pare regularmente para descansos, mesmo que você ache que não está cansado. A cada 100 km parece interessante.
  6. Preste muita atenção na sinalização de trânsito. As placas não foram feitas para enfeitar rodovias.

Agora preste atenção nos sinais que seu organismo lhe envia e que podem evitar quedas ou acidentes de maiores proporções, pois seguramente indicam que você está com fadiga:

  • Bocejar;
  • Baixa Concentração;
  • Dor nos Olhos ou Cansaço;
  • Sonolência ou Agitação;
  • Reações Lentas;
  • Andar ou Pilotar próximo à calçada ou em uma faixa estreita;
  • Mudança de marchas ásperas
  • Não ver um Sinal
  • Sonhar acordado
  • Boca Seca
  • Dores no pescoço, ombros, joelhos e pulsos.

Se sentir algum destes sinais pare! Descanse. Se for uma viagem mais longa, tire uma soneca ou tome um café se a viagem for curta. mas “lembre-se gafanhoto”: cafeína não vai ajuda-lo em uma longa viagem, da mesma forma que não funciona igual para todos.

Descanse em Segurança

Diferente das estradas em países mais desenvolvidos, no Brasil não existem áreas de descanso,  a não ser em lugares muito pontuais, e para caminhoneiros, mas é importante procurar um lugar seguro para dar suas paradas. Os postos de combustível são sempre a melhor opção. No estado de São Paulo e nas rodovias mais movimentadas existem postos com imensas lojas de conveniências, mas infelizmente não é regra. E mesmo em postos de combustíveis, fique atento. Estando no Brasil e a criatividade de alguns espertalhões nem a Nasa da conta de estudar e entender.

Às vezes, sair da rodovia e entrar numa cidade – algumas bem bucólicas –  a sua margem senta-se na praça, parar numa padaria para um pit stop na pilotagem pode ser uma boa ideia. Já fiz isso algumas vezes e foi muito gostoso, uma boa experiência.

Enfim… vamos em frente!

Bora na Estrada 50tões!

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